O dia parece ter entrado nas olimpíadas, acaba-se batendo recordes de falta de tempo. Os minutos incomodam, parece maratonista que não pára de correr. O tempo é assim, sem fronteiras, não há limites, rasga o nosso descanso. Enfrentamos terras distantes que passamos a freqüentar. Encontramos vidas diferentes, verdades desconhecidas. Palavras novas, rumos traçados somente em pensamentos. Tudo é muito corrido, mas a organização tem que começar no coração, pois ele bate o ritimo da vida. Tudo é muito precioso para se perder em agonia do desperdiço. A pressa de chegar à frente das batidas do coração do atleta do tempo, o relógio da existência, é medida no cronômetro do fim do dia. VALORIZE OS MOMENTOS tão preciosos, que estão sentados em seu colo. Faça-os adormecer, batizando-os com a água benta da calma. Mantenha as passadas cadenciadas, caso contrário não cruzará a linha de chegada da vida.
O texto alerta-nos sobre a pressa da vida moderna. Corremos o tempo todo e não chegamos nunca. Tudo parece muito distante. Quanto mais colocamos rapidez no dia a dia, mais ficamos longe do cumprimento da nossa agenda. O esforço fracassa diante das horas. Sensação de impotência traduz a nossa fragilidade em congelar o tempo. Vamos acompanhando as passadas do dia, mas não passamos de fantoches das estações. Tenhamos paciência com o tempo: “Mais vale a paciência que o heroísmo, mais vale quem domina o coração do que aquele que conquista uma cidade...” (trecho do texto ENCONTRAR, MANTER, ESFORÇAR, VALORIZE OS MOMENTOS - 02/02/11). VILLARDO PRIOR.